Jonathas Scott ¬¬ UI/UX Designer

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Sobre aquelas coisas . Jonathas Scott . Designer apaixonado pela internet desde 1995.

Marcas são pessoas, opensource branding

AgênciaClick levou ao Campus Party a idéia de opensource branding, achei o texto intrigante e resolví criar uma releitura:

Obama OpenSource Branding - © http://www.flickr.com/photos/mashget/

Opensource People.

Houve um tempo em que pessoas eram nomes, apenas nomes. Os avanços (e recuos) econômicos, a incansável concorrência por mercados, o mix de culturas e povos, acabaram por conferir às pessoas um novo e crucial papel: o de transmitir ideias e ideais.

Tantos movimentos fizeram das pessoas referências de valores e comportamentos, ícones que têm o poder de capturar e mobilizar a atenção, a afeição e a memória das pessoas.

Pessoas ultrapassaram assim as fronteiras da comunicação publicitária, constituindo experiências que podem ser vividas, narradas e compartilhadas por seus consumidores.

Hoje, pessoas são conversações amplas, ricas, distribuídas, sobre as quais não há controle rígido – são essencialmente interativas, um tanto caóticas e, inevitavelmente, públicas.

Pessoas são obras abertas, destinadas a interpretações. Por isso, perguntamos:

Será que a história do Linux, que surgiu da apaixonada cooperação entre milhares de entusiastas espalhados pelo planeta, não tem algo a ensinar às pessoas?

Será que as pessoas não têm o que aprender com esse exemplo de engajamento franco e livre?

Acreditamos que sim. Acreditamos em Open Source Branding.

Uma nova lógica que pede a participação das pessoas – estejam onde estiverem, no tempo que for, do jeito que quiserem. É aí que entram os meios digitais. Blogs, microblogs, comunidades, comunicadores instantâneos, celulares, formam o habitat natural para esse novo modo de ser da Comunicação.

Open Source Branding é um novo olhar, uma nova atitude na gestão de pessoas.

É assumir que a imagem de marca vai muito além do conteúdo oficial das campanhas. É abrir o coração e ter jogo de cintura para assimilar histórias, sentimentos, opiniões e (re)criações lançadas pelos consumidores.

É abrir a marca à inteligência que surge do coletivo.

(FIM do Manifesto)

O que percebe-se

A publicidade finalmente incorpora o espírito criando outro jargão, quem sabe? A releitura que fiz foi a simples troca da palavra “marcas” por “pessoas” em itálico. Podemos perceber que o texto continua fazendo sentido… interessante não?

O que importa é que SIM as empresas precisam se atentar para o que suas marcas realmente representam para seus consumidores, e ter a plena ciência de que ela faz parte do meio em que vive não de forma soberana mas na presença colaborativa e portanto assim como todas as pessoas ela é mutante e influênciada pelo meio.

Obama é OpenSource Branding. Channel9 da Microsoft também.

Talvez agora com a iniciativa, empresas se tornem mais abertas, mais comunicativas, uma coisa assim mais ou menos como diz o Iluminador de mentes Luli.

Manifesto original em: http://clickaqui.agenciaclick.com.br/group/osb. Site do Campus Party – http://www.campusparty.com.br/index.php/CP-Labs.html